Um dia ainda vamos viver aqui. Cada uma com sua casa, cada uma com seu gato. Cada uma com ou sem companhia. E havemos de ter o chá das 5 ora na casa de uma, ora na casa de outra. E havemos de ter a cerveja da meia-noite numa tasca qualquer (sabes bem que sou fã de cerveja e de tascas).
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Prometes-me que um dia fugimos desta Margem e nos fazemos às ruas e pátios de Alfama? Ouvimos fado à noite. Vamos, volta e meia, bater palmas e trautear canções ao Tejo Bar. Ao chegar a velhas, sentamo-nos à porta de casa, cada uma na sua cadeira, e havemos de descascar batatas para um balde e cascar nos outros que por ali passam para o ar. Pode ser?
Não me deixes apodrecer nesta Margem. O outro lado do rio, por nunca lá ter morado, tem um encanto sem explicação. E Alfama, desde que a explorámos no frio arrepiante de uma noite de Inverno e lhe vimos as ruas, os pátios, as janelas, as gentes, ganhou o 1º lugar no pódio dos bairros antigos de Lisboa.
oh. :') está mais que prometido! e pelo menos uma vez por ano vamos deixar a bonita alfama e trocá-la por outras terras, outros cheiros, outras gentes e culturas. um dia, Marta! um dia! *
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