Chama-se Luiz Filipe. Ainda não pude pegar nele ao colo e apertá-lo contra o meu peito mas, ainda assim, só de saber que existe e chora e dorme como os recém-nascidos todos fazem, já fico com um sorriso de orelha a orelha e com os olhos humedecidos.
É uma nova geração. E eu vou acompanhar o crescimento de alguém da nova geração. E hei-de ensinar e hei-de aprender.
Marta! Marta! It's a boy!
Sunday, February 7, 2010
Thursday, January 21, 2010
Volto.
Mas volto diferente. Volto com um ritmo renovado. Volto com os pés virados para a lua e a cabeça cada vez mais próxima da terra. As mãos são o que me ajuda a caminhar.
Volto com amigos novos e com amigos velhos que me parecem novos.
Volto com os olhos semi-serrados, para poder focar melhor o que vejo. Volto mais ágil de corpo e mente, porque faço aquilo que gosto.
Volto para ouvir Jorge Palma,
O meu amor tem lábios de silêncio e mãos de bailarina e voa como o vento e abraça-me onde a solidão termina. O meu amor tem trinta mil cavalos a galopar no peito e um sorriso só dela, que nasce quando a seu lado eu me deito. O meu amor ensinou-me a chegar, sedento de ternura, sarou as minhas feridas e pôs-me a salvo para além da loucura. O meu amor ensinou-me a partir, nalguma noite triste, mas antes ensinou-me a não esquecer que o Meu Amor existe.
Volto para ouvir Beck,
Everybody's gotta learn sometimes.
Volto para usar saias e vestidos. Volto a usar vermelho.
Volto cheia do que sou. Mas tão cheia, que chega a ser vazio por não conseguir delimitar aquilo que vale ou não a pena ser. Volto a não saber que reacção ter, quando há tão pouco tempo eu me julgava conhecer.
Volto a gostar de corações mais-que-perfeitos. Dos que não existem. Vermelhos, preenchidos, na sua forma perfeita - dos que não existem.
Volto a ir ao teatro. Volto a escrever mais.
Volto tão demente como sempre, mas tão próxima daquilo que quero ser.
Volto com amigos novos e com amigos velhos que me parecem novos.
Volto com os olhos semi-serrados, para poder focar melhor o que vejo. Volto mais ágil de corpo e mente, porque faço aquilo que gosto.
Volto para ouvir Jorge Palma,
O meu amor tem lábios de silêncio e mãos de bailarina e voa como o vento e abraça-me onde a solidão termina. O meu amor tem trinta mil cavalos a galopar no peito e um sorriso só dela, que nasce quando a seu lado eu me deito. O meu amor ensinou-me a chegar, sedento de ternura, sarou as minhas feridas e pôs-me a salvo para além da loucura. O meu amor ensinou-me a partir, nalguma noite triste, mas antes ensinou-me a não esquecer que o Meu Amor existe.
Volto para ouvir Beck,
Everybody's gotta learn sometimes.
Volto para usar saias e vestidos. Volto a usar vermelho.
Volto cheia do que sou. Mas tão cheia, que chega a ser vazio por não conseguir delimitar aquilo que vale ou não a pena ser. Volto a não saber que reacção ter, quando há tão pouco tempo eu me julgava conhecer.
Volto a gostar de corações mais-que-perfeitos. Dos que não existem. Vermelhos, preenchidos, na sua forma perfeita - dos que não existem.
Volto a ir ao teatro. Volto a escrever mais.
Volto tão demente como sempre, mas tão próxima daquilo que quero ser.
Wednesday, September 30, 2009
.
o contrário do amor não é o ódio, porque o ódio ainda vive de um amor que foi magoado, que a falta total de amor, o desamor, como dizia, é o caos.
(em PortoKyoto de Pedro Paixão)
Tuesday, September 15, 2009
Esboço
Sonho com o dia em que alcanço os meus objectivos. Sonho com outra atitude minha. Até quando? E no entanto, já estive mais longe.
É verdade:
Sou actriz!
É verdade:
Sou actriz!
Sunday, August 2, 2009
Éramos assim
No nosso spot ouve-se:
Está escuro e o muro é duro, faz um furo que não sabes voar.
Sigo o caminho para casa a ver a lua reflectir no rio a luz que somos e deixamos de ser constantemente. Às vezes voamos e muitas vezes não voamos. Mas o nosso círculo bem fechado, demasiado fechado, serve de refúgio às vezes em que temos de reaprender a voar. Mas voamos? Às vezes voamos e muitas vezes não voamos. E a lua poderosa reflecte-nos no rio parado e sujo, da nossa terra gasta e poluída.
they're not gonna get us.
Sunday, July 19, 2009
Monday, July 6, 2009
Oz
'Why didn't you walk around the hole?' asked the Tin Woodman.
'I don't know enough,' replied the Scarecrow cheerfully. 'My head is stuffed with straw, you know, and that is why I am going to Oz to ask him for some brains.'
'Oh, I see,' said the Tin Woodman. 'But, after all, brains are not the best thing in the world.'
'Have you any?' inquired the Scarecrow.
'No, my head is quite empty,' answered the Woodman; 'but once I had brains, and a heart also; so, having tried them both, I should much rather have a heart.'
'I don't know enough,' replied the Scarecrow cheerfully. 'My head is stuffed with straw, you know, and that is why I am going to Oz to ask him for some brains.'
'Oh, I see,' said the Tin Woodman. 'But, after all, brains are not the best thing in the world.'
'Have you any?' inquired the Scarecrow.
'No, my head is quite empty,' answered the Woodman; 'but once I had brains, and a heart also; so, having tried them both, I should much rather have a heart.'
in The Wonderful Wizard of Oz, by Frank Baum
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